No dia 1º de agosto, ele chamou atenção sobre isso em uma apresentação em Belo Horizonte.
No dia seguinte, em São Paulo, ele bateu na mesma tecla, alertando para a possibilidade de uma recessão.
Muitos analistas chegaram a interpretar, naquele momento, que as declarações de Tombini já poderiam ser um sinal de que o Banco Central estudava a possibilidade de antecipar o processo de redução de juros.
Mais importante que isso, a autoridade monetária já começou a rever o crescimento do PIB brasileiro para 2011.
No próximo relatório de inflação, que será divulgado no fim do mês, a expansão da economia neste ano deve cair de 4% para algo em torno de 3,5%.
No próximo dia 6, sairão os dados do IPCA de agosto, que deverão vir altos, como já antecipou o IPCA-15.
O acumulado de 12 meses será superior a 7%, o que deve reforçar as críticas sobre a decisão de ontem do BC.
Mas Tombini não está preocupado com a inflação no curto prazo.
Ele está olhando mais para frente e tem dito, desde o início de agosto, que a inflação vai a partir do quarto trimestre e, portanto, a alta no IPCA de agosto já estava no radar do BC.
Tombini garante que a inflação de 2012 vai estar no centro da meta de 4,5%.
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