O técnico Ricardo Gomes segue internado em coma induzido na UTI do Hospital Pasteur, no Méier, Zona Norte do Rio, após ser submetido a uma cirurgia para drenagem de um coágulo do lado direito do cérebro na noite de domingo. Na manhã desta segunda-feira, um novo boletim médico foi divulgado. O quadro segue estável, mantendo o prognóstico pós-operatório de aguardar as próximas 72 horas para saber se há riscos de sequelas. Há, porém, risco de nova cirurgia.
Além da família do treinador, o meia Felipe e os médicos Manoel Moutinho e Alexandre Campelo também estiveram no hospital pela manhã. Ricardo Gomes segue sedado. O quadro é estável, mas ele ainda corre risco de vida. O procedimento realizado pela equipe do neurocirurgião José Antonio Guasti, com o suporte clínico do médico Fábio Miranda, removeu por completo o hematoma. De acordo com a tomografia computadorizada realizada pela manhã, a pressão intracraniana está sob controle.Respirando por aparelhos, o pós-cirúrgico do treinador evolui bem, sem apresentar intercorrências. Até o momento, não está previsto nenhum procedimento cirúrgico, mas não foi descartada a possibilidade de nova operação, já que as primeiras 72 horas após a drenagem do hematona são as mais críticas na recuperação do paciente. Como a lesão foi do lado direito, pode haver sequela na fala e nos movimentos.
Para Alexandfe Campelo, o tempo entre o início da formação da hemorragia e a operação foi fundamental para ter evitado a morte do treinador.
“Felizmente, entre o início do quadro e a cirurgia houve duas horas, tempo rápido para o caso. É cedo para falar e sequelas. Nossa maior preocupação é com o hematoma intracraniano. Ele respira por aparelhos e mantém os sinais vitais. Sem dúvidas, o estado é grave, mas o que nos deixa otimistas é que, com a drenagem, houve regressão do quadro”, comentou Campelo.

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