Funcionários do Fórum de São Gonçalo, além de familiares de Patrícia Acioli, assassinada com 21 tiros quando chegava em casa na noite de quinta-feira, em Niterói , fazem uma manifestação em frente ao local onde a juíza trabalhava. Usando mordaças na cor preta, eles colocaram rosas no chão, em silêncio, em um ato de protesto pelo assassinato. Durante o ato, Humberto Nascimento, primo da juíza, disse que a família está insatisfeita com o governo estadual, que se recusou a aceitar a ajuda da Polícia Federal para esclarecer o assassinato. Nascimento, que é jornalista, disse que a família irá se pronunciar sobre as investigações depois que a morte de Patrícia completar uma semana. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) seção São Gonçalo, José Luís Muniz, também acompanha o ato público. Ele disse esperar que este crime não seja esquecido "para que a pistolagem contra magistrados não se torne fato comum no Rio de Janeiro."
Nesta segunda-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, comentou nesta segunda-feira o assassinato da juíza Patrícia Acioli, em Niterói. Mendes acredita que o assassinato pode provocar um "temor generalizado" entre os magistrados.
- Acho extremamente grave. Certamente sugere que o crime organizado está ficando muito mais ousado. Quando se matam juízes, porque estão exercendo a sua profissão, nós devemos ficar preocupados. É uma agressão que tem caráter simbólico por agredir a autoridade que está reprimindo o crime.
Policiais civis continuam realizando diligências à procura de pistas que possam elucidar o caso. Um grupo de juízes, familiares e policiais da Divisão de Homicídios está no gabinete onde Patrícia Acioli trabalhava, no Fórum de São Gonçalo. Nesta segunda, uma força-tarefa formada por três juízes vai assumir a 4ª Vara Federal, onde Patrícia Acioli atuava. Somente esta semana a pauta dela contava com cinco julgamentos, a maioria de policiais militares acusados de homicídio. Eles farão um levantamento dos casos que estavam sob responsabilidade da juíza para avaliar possíveis ligações entre os réus dos processos e o crime.
Patrícia lidava principalmente no combate a milícias, grupos de extermínio e máfia de vans. Ela também era rigorosa no julgamento de autos de resistência (registros de mortes em confrontos com a polícia) e considerada linha-dura com os maus policiais. Estima-se que ela condenou mais de 60 deles nos últimos dez anos. O Disque-Denúncia informou ter recebido até as 19h desta segunda-feira, 87 informações a respeito do assassinato da juíza.
Em 2009, a juíza foi informada pela Polícia Federal (PF) de que integrantes da máfia das vans de São Gonçalo estariam tramando sua morte e as de seus familiares . O plano foi descoberto por meio de interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça nas linhas de Luis Anderson de Azeredo Coutinho, considerado um dos principais bicheiros de São Gonçalo.
A magistrada fez questão de registrar o fato, ao negar, em 26 de agosto de 2009, um pedido de revogação da prisão preventiva de Luiz Rogério Gregório - ele e outros integrantes da máfia das vans são acusados pela morte de Idelfonso Teixeira de Abreu, que pretendia denunciar o grupo pela cobrança de um "pedágio" de motoristas da região. Na época, Gregório estava foragido. O processo ainda tramita na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo.
Em um dos trechos do documento, Patrícia escreveu: "Com o resultado de todos os fatos, poderemos verificar se efetivamente as ameaças noticiadas pela Polícia Federal adviriam dos fatos ora em apuração neste feito e nos outros em que os acusados são os mesmos". A última manifestação da juíza neste processo data de 25 de abril deste ano, quando ela pronunciou os réus, isto é, decidiu levá-los a júri popular. Eles recorreram, mas a juíza manteve a decisão, em 27 de julho. Desde 8 de agosto, os autos estão no Tribunal de Justiça do Rio.
Morto era suspeito de integrar grupo de extermínio Menos de um dia após a morte de Patrícia, um segundo assassinato chamou a atenção da polícia. Anderson Marinho de Oliveira, conhecido como Portuguesinho, 36 anos, morreu executado com vários tiros na tarde de sexta-feira em Tenente Jardim, São Gonçalo. Ele era acusado de pelo menos três homicídios e suspeito de integrar um grupo de extermínio que atua nos bairros Venda da Cruz e Tenente Jardim.
Nesta segunda-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, comentou nesta segunda-feira o assassinato da juíza Patrícia Acioli, em Niterói. Mendes acredita que o assassinato pode provocar um "temor generalizado" entre os magistrados.
- Acho extremamente grave. Certamente sugere que o crime organizado está ficando muito mais ousado. Quando se matam juízes, porque estão exercendo a sua profissão, nós devemos ficar preocupados. É uma agressão que tem caráter simbólico por agredir a autoridade que está reprimindo o crime.
Policiais civis continuam realizando diligências à procura de pistas que possam elucidar o caso. Um grupo de juízes, familiares e policiais da Divisão de Homicídios está no gabinete onde Patrícia Acioli trabalhava, no Fórum de São Gonçalo. Nesta segunda, uma força-tarefa formada por três juízes vai assumir a 4ª Vara Federal, onde Patrícia Acioli atuava. Somente esta semana a pauta dela contava com cinco julgamentos, a maioria de policiais militares acusados de homicídio. Eles farão um levantamento dos casos que estavam sob responsabilidade da juíza para avaliar possíveis ligações entre os réus dos processos e o crime.
Patrícia lidava principalmente no combate a milícias, grupos de extermínio e máfia de vans. Ela também era rigorosa no julgamento de autos de resistência (registros de mortes em confrontos com a polícia) e considerada linha-dura com os maus policiais. Estima-se que ela condenou mais de 60 deles nos últimos dez anos. O Disque-Denúncia informou ter recebido até as 19h desta segunda-feira, 87 informações a respeito do assassinato da juíza.
Em 2009, a juíza foi informada pela Polícia Federal (PF) de que integrantes da máfia das vans de São Gonçalo estariam tramando sua morte e as de seus familiares . O plano foi descoberto por meio de interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça nas linhas de Luis Anderson de Azeredo Coutinho, considerado um dos principais bicheiros de São Gonçalo.
A magistrada fez questão de registrar o fato, ao negar, em 26 de agosto de 2009, um pedido de revogação da prisão preventiva de Luiz Rogério Gregório - ele e outros integrantes da máfia das vans são acusados pela morte de Idelfonso Teixeira de Abreu, que pretendia denunciar o grupo pela cobrança de um "pedágio" de motoristas da região. Na época, Gregório estava foragido. O processo ainda tramita na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo.
Em um dos trechos do documento, Patrícia escreveu: "Com o resultado de todos os fatos, poderemos verificar se efetivamente as ameaças noticiadas pela Polícia Federal adviriam dos fatos ora em apuração neste feito e nos outros em que os acusados são os mesmos". A última manifestação da juíza neste processo data de 25 de abril deste ano, quando ela pronunciou os réus, isto é, decidiu levá-los a júri popular. Eles recorreram, mas a juíza manteve a decisão, em 27 de julho. Desde 8 de agosto, os autos estão no Tribunal de Justiça do Rio.
Morto era suspeito de integrar grupo de extermínio Menos de um dia após a morte de Patrícia, um segundo assassinato chamou a atenção da polícia. Anderson Marinho de Oliveira, conhecido como Portuguesinho, 36 anos, morreu executado com vários tiros na tarde de sexta-feira em Tenente Jardim, São Gonçalo. Ele era acusado de pelo menos três homicídios e suspeito de integrar um grupo de extermínio que atua nos bairros Venda da Cruz e Tenente Jardim.

Nenhum comentário:
Postar um comentário