Um atropelamento na Ponte Rio-Niterói, onde a travessia é proibida , provocou na segunda-feira quase sete horas de trânsito lento e mais de 30 quilômetros de congestionamentos em Niterói e São Gonçalo, expondo as dificuldades das autoridades para pôr em prática ações de liberação rápida das pistas. O acidente aconteceu às 5h12m, bloqueando duas das quatro faixas sentido Rio. O fluxo só foi totalmente liberado às 7h48m, depois que a Polícia Civil concluiu a perícia do corpo. Reféns de longas filas, os motoristas só viram a situação se normalizar por volta de meio- dia, quase quatro horas após a vítima ser removida.
Passageiros criticam atuação de prefeitura de Niterói Apesar dos longos engarrafamentos, a concessionária Ponte S/A não adotou faixas reversíveis para amenizar o transtorno. O diretor de operações da Ponte, João Daniel Marques, alegou que a faixa mais próxima à mureta, no sentido Niterói, poderia ser solicitada pela Polícia Civil. Ele disse ainda que, por segurança, reversíveis só são usadas na Ponte em último caso, quando planejadas e avisadas com antecedência aos motoristas, para evitar acidentes:
- Uma reversível de surpresa na Ponte seria uma estratégia perigosa.
Com as ruas tomadas por veículos, a prefeitura de Niterói colocou cerca de 50 agentes de trânsito, alguns em motos, para tomar conta dos cruzamentos. A atuação do município, contudo, foi duramente criticada por motoristas. Sem alternativa, centenas de passageiros desceram dos coletivos e seguiram a pé para a estação Araribóia, das barcas. Até mesmo a estação de Charitas ficou superlotada de pessoas que precisavam chegar ao Rio.
Especialista em direito de trânsito, o promotor Ricardo Zouen disse que, como representante do Ministério Público, defende a preservação do local de acidentes, para não prejudicar a perícia. Mas fez uma ressalva:
- O Código de Trânsito prevê que a autoridade pode desfazer o local, se a presença de corpos e veículos representar risco de novos acidentes.
Já para Ronaldo Balassiano, professor do Programa de Engenharia de Transportes da Coppe/UFRJ, a adoção de uma reversível na Ponte, apesar de tecnicamente possível, não seria uma boa estratégia porque a via é de altíssima velocidade.
- Os motoristas não estão acostumados a desvios ali, onde o limite de 80km/h não é muito respeitado.
A vítima, não identificada, teria pegado um ônibus errado e tentava voltar para Niterói. Ao desembarcar na altura da Ilha do Mocanguê e atravessar a pista, o homem foi atingido por um Fiesta. Um Logan, que vinha logo atrás, também o atropelou. Um Honda Fit conseguiu desviar do corpo, mas acabou batendo na mureta central, ficando parado na rodovia. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, às 5h20m a 17ª DP (São Cristóvão) foi chamada e teria autorizado apenas a retirada dos veículos. Segundo a Ponte S/A, o Fit foi removido às 7h05m. Já o corpo, só às 7h48m.
A demora na desobstrução da via causou impactos no trânsito. Em Niterói, a Alameda São Boaventura e as Avenidas Jansem de Mello, Marquês do Paraná e Roberto Silveira foram as mais afetadas, e os reflexos chegaram à Pendotiba, na Região Oceânica. Quem vinha de São Gonçalo também sofreu. O engarrafamento chegou a 16 quilômetros na Niterói-Manilha.
Centenas de pessoas abandonaram os ônibus e seguiram a pé até a Praça Araribóia, para chegar ao Rio de barca. Segundo a concessionária Barcas S/A, até 9h57m a movimentação na estação de Charitas foi intensa. Muitas lojas de Niterói abriram mais tarde, porque os funcionários, em sua maioria residentes em São Gonçalo, não conseguiam chegar ao trabalho.
O acidente teria sido evitado se a vítima tivesse atendido a um alerta no local do acidente, onde há duas placas proibindo a travessia. Segundo a Ponte S/A, os pedestres que pegam ônibus errados podem telefonar para a concessionária (0800-022-9333), que uma equipe de plantão leva o passageiro pela Ilha do Mocanguê para outro lado da rodovia.
Passageiros criticam atuação de prefeitura de Niterói Apesar dos longos engarrafamentos, a concessionária Ponte S/A não adotou faixas reversíveis para amenizar o transtorno. O diretor de operações da Ponte, João Daniel Marques, alegou que a faixa mais próxima à mureta, no sentido Niterói, poderia ser solicitada pela Polícia Civil. Ele disse ainda que, por segurança, reversíveis só são usadas na Ponte em último caso, quando planejadas e avisadas com antecedência aos motoristas, para evitar acidentes:
- Uma reversível de surpresa na Ponte seria uma estratégia perigosa.
Com as ruas tomadas por veículos, a prefeitura de Niterói colocou cerca de 50 agentes de trânsito, alguns em motos, para tomar conta dos cruzamentos. A atuação do município, contudo, foi duramente criticada por motoristas. Sem alternativa, centenas de passageiros desceram dos coletivos e seguiram a pé para a estação Araribóia, das barcas. Até mesmo a estação de Charitas ficou superlotada de pessoas que precisavam chegar ao Rio.
Especialista em direito de trânsito, o promotor Ricardo Zouen disse que, como representante do Ministério Público, defende a preservação do local de acidentes, para não prejudicar a perícia. Mas fez uma ressalva:
- O Código de Trânsito prevê que a autoridade pode desfazer o local, se a presença de corpos e veículos representar risco de novos acidentes.
Já para Ronaldo Balassiano, professor do Programa de Engenharia de Transportes da Coppe/UFRJ, a adoção de uma reversível na Ponte, apesar de tecnicamente possível, não seria uma boa estratégia porque a via é de altíssima velocidade.
- Os motoristas não estão acostumados a desvios ali, onde o limite de 80km/h não é muito respeitado.
A vítima, não identificada, teria pegado um ônibus errado e tentava voltar para Niterói. Ao desembarcar na altura da Ilha do Mocanguê e atravessar a pista, o homem foi atingido por um Fiesta. Um Logan, que vinha logo atrás, também o atropelou. Um Honda Fit conseguiu desviar do corpo, mas acabou batendo na mureta central, ficando parado na rodovia. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, às 5h20m a 17ª DP (São Cristóvão) foi chamada e teria autorizado apenas a retirada dos veículos. Segundo a Ponte S/A, o Fit foi removido às 7h05m. Já o corpo, só às 7h48m.
A demora na desobstrução da via causou impactos no trânsito. Em Niterói, a Alameda São Boaventura e as Avenidas Jansem de Mello, Marquês do Paraná e Roberto Silveira foram as mais afetadas, e os reflexos chegaram à Pendotiba, na Região Oceânica. Quem vinha de São Gonçalo também sofreu. O engarrafamento chegou a 16 quilômetros na Niterói-Manilha.
Centenas de pessoas abandonaram os ônibus e seguiram a pé até a Praça Araribóia, para chegar ao Rio de barca. Segundo a concessionária Barcas S/A, até 9h57m a movimentação na estação de Charitas foi intensa. Muitas lojas de Niterói abriram mais tarde, porque os funcionários, em sua maioria residentes em São Gonçalo, não conseguiam chegar ao trabalho.
O acidente teria sido evitado se a vítima tivesse atendido a um alerta no local do acidente, onde há duas placas proibindo a travessia. Segundo a Ponte S/A, os pedestres que pegam ônibus errados podem telefonar para a concessionária (0800-022-9333), que uma equipe de plantão leva o passageiro pela Ilha do Mocanguê para outro lado da rodovia.

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